quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Homem é preso no RS acusado de pedofilia e produção de material sobre abuso de menores

Um homem de 26 anos foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (4), em Porto Alegre, suspeito de produzir e publicar material pornográfico infantil. A denúncia partiu da polícia do Canadá, após a investigação sobre um pedófilo daquele país.

O suspeito, de classe média, não teve sua identidade revelada pela PF. Desde 2005, ele teria recebido cerca de R$ 12 mil de um canadense para produzir e publicar na internet o material pornográfico. Além disso, servia de guia, tradutor e intermediário nas visitas do estrangeiro ao Brasil.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Porto Alegre, onde o investigado foi preso, e no litoral norte gaúcho, local em que ele possui uma residência. A PF apreendeu ainda HDs e filmadoras que serviam para registro das imagens.

Vídeos gravados e apreendidos pela polícia registravam o abuso por parte do brasileiro e do canadense. A preferência da dupla de pedófilos era por meninos de 12 a 15 anos. Solteiro, o brasileiro teria iniciado e cultivado relações amorosas com algumas vítimas. A investigação apontou que a violência era praticada, na maioria das vezes, contra crianças de rua, em troca de presentes, dinheiro e comida.

Segundo a delegada Diana Calazans Mann, titular da Delegacia de Defesa Institucional da PF, responsável pelo combate a crimes contra os direitos humanos, alguns meninos chegaram a ser identificados durante a investigação, que teve início em 2008. Dois deles são viciados em crack e um, já maior de idade, morreu recentemente em São Paulo, vítima de Aids.

“A pornografia infantil é muito disseminada no Brasil em proporções que não imaginamos. E são de todos os tipos. Existem grupos e subgrupos com suas preferências, meninos, meninas, bebês”, afirma a delegada. Segundo ela, a vulnerabilidade das crianças de rua faz do país um terreno fértil para a prática criminosa.

O brasileiro, que está detido no Presídio Central, em Porto Alegre, deverá responder por atentado violento ao pudor (pena de seis a dez anos de detenção) e por produção (quatro a oito anos) e divulgação (três a seis nos) de pornografia infantil.

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